terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O senso comum fraudado



Fonte : MÍDIA SEM MÁSCARA


O senso comum fraudado

Márcio Luís Chila Freyesleben | 09 Fevereiro 2010
Artigos - Movimento Revolucionário

O indivíduo, isolado no pequeno universo de seu cotidiano, crê que suas ideias são ultrapassadas, dissidentes e pior, preconceituosas; sente-se divorciado de uma realidade que, com efeito, existe apenas no universo fantasioso da mídia e do ensino.

Chamou-me a atenção as repercussões causadas pelas declarações do General Raymundo Nonato de Cerqueira Neto durante sabatina a que foi submetido no Senado Federal, ocasião em que opinou desfavoravelmente à presença de homossexuais nas Forças Armadas. Como sói ocorrer, os movimentos sociais afins, jornalistas, políticos e, como de hábito, o presidente da OAB vieram em coro externar seus judiciosos pareceres, todos de Carta Magna em riste.
As manifestações exacerbadas de dignidade ofendida mal ocultavam os reais fundamentos da histeria. Desde que as ideias do Sr. Gramsci chegaram ao Brasil, nos idos de sessenta, pôs-se em prática a estratégia de modificação do senso comum da população, com o objetivo de promover a sua conversão à doutrina que, em que pese às evidências de ser responsável pelo extermínio de milhões de almas pelo mundo em fora, é-nos vendida como solução miraculosa e redentora: o comunismo ou, eufemisticamente, socialismo.

Como é do feitio da esquerda, a mentira sempre estará a serviço de suas empreitadas. Os meios de comunicação e o sistema de ensino, público e privado, salvo raríssimas exceções, oferecem seus inestimáveis préstimos, endossando e reverberando o ideário vermelho. As questões atinentes ao politicamente correto, ao pluralismo, à igualdade, a par de toda a temática afeta aos movimentos sociais, compõem a farofa ideológica posta na ordem do dia.

Há um esforço hercúleo para torcer, retorcer e distorcer costumes e tradições, reduzindo-os a nada, para então permitir a edificação, sob os escombros de uma sociedade desprovida dos brios, do "Socialismo do Século XXI".

Há, porém, um aspecto do estratagema que é novo, que não foi pensado por Gramsci. Enquanto os esforços para a deformação do senso comum estão em andamento, os meios de comunicação e o sistema de ensino encarregam-se de dar por acabada e exitosa a transformação da sociedade. Isto é, encarregam-se de convencer a todos de que a cartilha vermelha já teria sido devidamente apreendida pela população e de que os brasileiros comungariam das mesmas opiniões a respeito de temas como a união homossexual, legalização do aborto, a liberação das drogas, a demonização dos valores cristãos e a santificação dos valores socialistas, etc.

A estratégia é eficaz, pois o indivíduo, isolado no pequeno universo de seu cotidiano, crê que suas ideias são ultrapassadas, dissidentes e pior, preconceituosas; sente-se divorciado de uma realidade que, com efeito, existe apenas no universo fantasioso da mídia e do ensino. Entrementes, o indivíduo vê-se diante de uma dicotomia: o senso comum que lhe próprio e o senso comum que lhe é impingido.

A existência dessa dualidade ficou nítida no plebiscito do desarmamento: enquanto jornalistas, artistas, professores universitários e outros valorosos integrantes de nossa pseudo-intelectualidade desdobravam-se em argumentos para demonstrar que a proposta de desarme ia ao encontro dos mais sinceros anseios da pacífica população brasileira, as urnas provavam que o discurso dessa cambada não passava de empulhação. O resultado do plebiscito tornou-se emblemático, porque revelou o desplante daqueles que tentaram infundir um senso comum fraudado em toda a gente.

Situação semelhante ocorre no episódio protagonizado pelo General Cerqueira Neto. Tenta-se incutir na população a noção de que as Forças Armadas andam na contramão dos mais caros sentimentos nacionais; o que é uma vergonhosa mentira. Fizessem eles outro plebiscito, veriam nas urnas o que pensa a população sobre a "causa gay"; saberiam eles que, para um povo essencialmente cristão, tais causas encerram "delitos contra a natureza humana".

Quem quer que tenha um ponto de vista histórico do problema percebe uma ironia em curso. Governos socialistas invariavelmente perseguem e criminalizam os homossexuais, não sem antes usá-los em sua estratégia revolucionária. Uma vez no poder, homossexuais e intelectuais orgânicos solidarizar-se-ão no "paredón", à moda cubana, ao estilo Guevara.

É nesse sentido que deve ser compreendida a esparrela que está sendo armada para os militares. Após a execração pública que se pretende empreender contra os militares anistiados, o próximo passo será obrigar as Forças Armadas a receberem em suas fileiras homossexuais. Há nisso o dissimulado propósito de solapar as bases sobre as quais a vida militar é erigida, até a inevitável ruptura com todos os valores que forjaram as suas principais colunas de sustentação: a hierarquia e a disciplina.

Para levar a cabo seu intento, a esquerda corromperá instituições e destruirá todos os valores da sociedade brasileira: a família, a religião, a moral, a propriedade, etc.; como estratégia de subversão dos valores que impediram, até agora, a implantação do marxismo.

Depois da débâcle militar, pouco restará em socorro de nossa liberdade.



Márcio Luís Chila Freyesleben é Procurador de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O poder é afrodisíaco


Fonte : INSTITUTO MILLENIUM



Maria Lucia Victor Barbosa 07/02/2010
O poder é afrodisíaco
Maria Lucia Victor Barbosa

Algumas pessoas não entendem a aceitação quase unânime de Lula da Silva. Aconteça o que acontecer, pesquisas sempre registram assombroso e crescente prestígio do presidente da República. Escândalos atingindo seus companheiros mais próximos de partido e de governo, algo que em outros países no mínimo traria descrédito à figura presidencial, não acarreta consequência sobre o mito do salvador da pátria cuidadosamente construído. Apagões de transporte aéreo, apagões de energia, Educação no fundo do poço da mediocridade, Saúde em descalabro, estradas em estado calamitoso, nada perturba a paz e a alegria do presidente voador, que quando não se encontra em palanques ou sob as luzes das TVs está usufruindo de uma de suas inúmeras e maravilhosas voltas ao mundo.

No ano passado, o presidente que tanto criticou as viagens do seu antecessor passou 83 dias circulando pelo Brasil em campanha ilegal por Dilma Rousseff e 91 dias em 31 países. Neste ano ele já visitou, somente em janeiro, sete Estados, sempre acompanhado por sua ministra da Casa Civil e candidata. Entre frenéticos discursos Lula da Silva inaugura o que existe e o que não existe.

A popularidade do presidente, segundo alguns, vem do seu carisma. Será? Se fosse tão carismático ele teria se alçado à presidência da República na primeira tentativa e não na quarta. Outros atribuem o prestígio de Lula da Silva a sua genialidade. Mas gênio não emite tantos disparates quando deixa de lado a leitura dos discursos oficiais e expande sua verve populista, entremeada de palavrões e ataques pesados aos adversários.

Na verdade, a aceitação de Lula da Silva vem de alguns aspectos já conhecidos e por mim já abordados em artigos, tais como: propaganda asfixiante, impressionante culto da personalidade, exposição em overdose da figura presidencial trabalhada como um pop star, “bondades” distribuídas aos ricos, aos pobres e a chamada base aliada, o que demonstra a velha máxima: “pagando bem que mal tem”.

Tudo isso seria suficiente para o endeusamento de Lula da Silva. Mas tem algo mais que tem sido feito por ele mesmo. Em arroubos megalomaníacos o presidente não cessa de se endeusar, de se auto-elogiar, de ensinar ao mundo seu exuberante êxito. Ele sente prazer em exercitar sua autoridade, de se impor. Por isso se diz que há algo afrodisíaco no poder. Rendida, a massa que escuta apaixonada a violência verbal chega ao êxtase coletivo e se rende ao culto do chefe ou à sua imagem, o dá a ele o grande recurso para governar.

A Lula da Silva basta a imagem, o tom de voz, os esgares. E quando a imagem se sobrepõe à verbalização temos o antidiscurso que justamente consagra o fascínio pela incoerência tão cara às massas.

Lula é a personificação do antidiscurso. Some-se a isso o que Hannah Arendt denominou como instinto de submissão: “um desejo ardente de se deixar dirigir, de obedecer a um homem forte”. Isso explica um dos fatores da obscura adesão a uma imagem, a uma projeção idealizada que jamais resistiria a sua própria realidade tosca, incoerente, medíocre, vulgar.

Em sua magistral obra, “O Estado Espetáculo”, Roger-Gérard Schwartzenberg mostra como no fascismo a “multidão italiana se entregou ao Duce, o macho latino, de forma voluptuosamente submissa”. E Hitler, demonstrando o comportamento machista do nazismo, declarou: “A grande maioria do povo se encontra numa disposição e num estado de espírito tão femininos que suas opiniões e seus atos são determinados muito mais pela impressão produzida sobre seus sentidos, que por uma reflexão pura”.

Também na obra acima citada se encontra o que disse William Gavin, que foi membro da equipe de Nixon: “O eleitor é fundamentalmente preguiçoso e em hipótese alguma se poderá esperar que ele faça o menor esforço para compreender o que lhe dizem. Raciocinar exige um grau elevado de disciplina e concentração; é mais fácil impressionar. O raciocínio repugna ao telespectador, ou então o agride, exige que ele concorde ou recuse; uma impressão, ao contrário, pode envolvê-lo, solicitá-lo sem o colocar diante de uma exigência intelectual”.

Os marqueteiros, esses construtores de imagens, sabem tudo isso. E os ególatras que alcançaram o poder praticam a sedução e a submissão das massas de modo espontâneo e masoquista. Seu egocentrismo desenfreado, seu hedonismo patológico os torna megalomaníacos. Entretanto, todos também sabem que paixões não são eternas. Tampouco existem deuses mortais.

Note-se que a paixão dos venezuelanos por Hugo Chávez, outro macho latino com características fascistas, começa a chegar ao fim. Quanto ao presidente brasileiro, é um homem de sorte incomensurável, mas sorte é algo aleatório e um dia pode acabar. Recentemente Lula da Silva provou para si mesmo que não é imortal. E começa a aprender o que ensinou Maquiavel: “Quem cria o poder de outrem se arruína”. Ele que se cuide com Dilma Rousseff.

Denúncia de um leitor

SOS DIREITOS HUMANOS disse...

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...




"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado




O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA


No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato "JOSÉ LOURENÇO", paraibano de Pilões de Dentro, seguidor do padre Cícero Romão Batista, encarados como “socialistas periculosos”.



O CRIME DE LESA HUMANIDADE


O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.


A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS


Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará É de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira e pelos Acordos e Convenções internacionais, por isto a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que: a) seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) sejam os restos mortais exumados e identificados através de DNA e enterrados com dignidade, c) os documentos do massacre sejam liberados para o público e o crime seja incluído nos livros de história, d) os descendentes das vítimas e sobreviventes sejam indenizados no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos



A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO


A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, redistribuída para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá foi extinta sem julgamento do mérito em 16.09.2009.



AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5


A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do Sítio Caldeirão é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do Sítio Caldeirão não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;



A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA


A SOS DIREITOS HUMANOS, igualmente aos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo desaparecimento forçado de 1000 pessoas do Sítio Caldeirão.


QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA


A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem encontrar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes procurados no "Geopark Araripe" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?



A COMISSÃO DA VERDADE


A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e que o internauta divulgue esta notícia em seu blog, e a envie para seus representantes na Câmara municipal, Assembléia Legislativa, Câmara e Senado Federal, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal que informe o local da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão.



Paz e Solidariedade,



Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Direitos Humanos


Fonte : MÍDIA SEM MÁSCARA


Alguns equívocos sobre direitos humanos

Percival Puggina | 06 Fevereiro 2010
Artigos - Governo do PT

Idealistas, lutando pela democracia e pela liberdade? Quem, cara pálida? Esses que ainda hoje, tanto quanto ontem, se emocionam diante de Fidel?
Em recente artigo publicado por Zero Hora sob o título "Que mundo é este?", o presidente da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul questiona as conseqüências da lei que proibiu a construção de novos hospitais psiquiátricos no Estado. Como resultado dessas políticas, que remontam aos anos 90, cerca de 10% dos moradores de rua, hoje, são doentes mentais. Esses infelizes, quando não acabam nas prisões, vivem sob o risco de moléstias como hepatite C, tuberculose e AIDS. Sabem o que gerou essa situação desumana? Uma equivocada política de direitos humanos. Não bastassem os milhares de fetos desentranhados aos pedaços e jogados nas lixeiras (se fossem de macaco-guariba, a prática seria considerada um escândalo!), não passa um dia sem que alguém venha a público propor a liberação do aborto. Sabem o que gera essa pretensão profundamente desumana? Uma idéia desajuizada sobre direitos humanos, à qual a Dra. Zilda Arns se opunha com firmeza.

O governo gaúcho está empenhado em enorme ampliação das vagas prisionais, envolvendo novos padrões construtivos e a atração de investimentos privados (muito embora os autodenominados defensores dos direitos humanos sejam contra). Mas é fato: a situação ficou caótica. Amontoam-se presos em depósitos. Pois bem, qualquer pessoa com meio grama de juízo, mesmo na ausência de qualquer restrição moral, olhando imagens do Presídio Central, trata de se manter dentro da lei e fora daquelas grades. Os bandidos, contudo, parecem não dar bola para isso e avançam ferozmente sobre os direitos humanos dos cidadãos de bem. E há magistrados, então, que mandam soltar presos, liberando-os para o crime, em vista da "desumana situação dos estabelecimentos penais". Tudo por quê? Por causa de uma equivocada visão sobre direitos humanos.

Agora, o PNDH-3 (aquele calhamaço no qual o que é bom não é novo e o que é novo não é bom) quer impor ao proprietário invadido e esbulhado a desumana obrigação de sentar junto com seus agressores para um conselho de mediação. Em nome do quê? Dos direitos humanos? Ora, por favor! Amanhã, estaremos fraternizando, em "mediações", o assaltante e o assaltado, o estuprador e a estuprada, a viúva e o assassino do marido. Direitos humanos? Balela! Pura maluquice esquerdista.

Para concluir, uma das jóias do PNDH-3: a tal Comissão Nacional da Verdade. Proponho duas questões: 1ª) estaria ela, mesmo, interessada na verdade, só na verdade e em nada mais do que na verdade? 2ª) estaria ela, mesmo, preocupada com Direitos Humanos? Apenas alguém ingênuo crerá que a esquerda se interesse em "verdade" diferente das lorotas que recheiam os livros e filmes que produziu. Idealistas, lutando pela democracia e pela liberdade? Quem, cara pálida? Esses que ainda hoje, tanto quanto ontem, se emocionam diante de Fidel? Que lutavam pelo totalitarismo comunista e sonhavam com o paredón e com o massacre da "burguesia"? Desse moinho dos fatos não espere um farelo de verdade. Dele não virá, tampouco, algo que sirva aos direitos humanos. Direitos humanos, leitor, inspiraram a anistia (que eles efetivamente não querem revogar porque, revogada, encarceraria boa parte do governo Lula). Escarafunchar no lixo da história desserve aos direitos humanos! Ou alguém dirá que exibir terroristas e torturadores, bandidos e vítimas, estabelecer um duelo de ressentimentos, desejos de vingança e insuflar malquerenças, serve melhor à promoção dos direitos humanos e à boa política do que a pacificação nacional e o perdão?

Me desculpem

Alguns amigos e leitores que visitam o Cachorro Louco com certa constância tem reclamado da minha ausência como redator do blog.
Quero neste momento pedir desculpas por este fato e dar-lhes minhas explicações .
Em um determinado momento eu já quis terminar o blog e vários leitores e blogueiros me incentivaram a continuar, e por isso ainda estou por aqui, mas de uns tempos para cá duas coisas contribuiram para a ausência de meus textos .
Em primeiro lugar a correria pela sobrevivência não me deixa muito tempo para redigir uma postagem .Como não sou jornalista ,embora tenha sido nos primordios da carreira profissional um razoável redator de publicidade ,sinto imensa dificuldade em expressar as coisas que posto .Para tanto ,preciso de mais tempo e mais disposição também
Sou meio preguiçoso às vezes , o que torna difícil elaborar um texto que possa interessar a algúem .
Em segundo lugar , tenho visto em outros blogs , abordagens muito mais interessantes do que eu eventualmente poderia escrever , e tenho repetidas vezes copiado postagens de outros blogs ,sempre com a indicação da fonte .
Creio que certos assuntos ,de interesse nacional ,devem ser divulgados da melhor forma possível ,e então , uso o espaço deste blog para divulgar o que considero interessante e que possa ser útil para aqueles que visitam o Cachorro Louco .
Não vou parar de escrever ,é lógico ,mas me parece que a musa inspiradora esta um pouco ausente nesta fase .Tenho visto as mesmas coisas se repetindo neste país dia pós dia , semana após semana , e não sinto vontade de escrever ,pois vejo outros escrevendo exatamente aquilo que penso ou acredito .Então eu copio e posto no blog .
Mas não pensem que não escreverei mais ,pois isso é só uma fase ,e passará logo ,eu espero .E aí , o Cachorro Louco voltará a dar suas mordidas .
Espero mais uma vez , que me desculpem , e que aguardem .
Obrigado

P.S. : Não deixem de visitar o blog ,nem de fazer seus comentários pois a força de um blog vem dos leitores e comentaristas

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Educar todo mundo não funciona



Fonte : CAVALEIRO DO TEMPLO



Educar todo mundo não funciona


Entrevista concedida a Karla Correia
Jornal do Brasil, 01 de junho de 2008
http://www.olavodecarvalho.org/textos/080601entrevista_jb.html


Jornalista, escritor, filósofo, editor do site Mídia Sem Máscara, Olavo de Carvalho é uma das poucas vozes na imprensa assumidamente conservadoras. E vê essa mesma "escassez" do pensamento de direita no ambiente político. Para Carvalho, a direita no Brasil não sabe ser oposição e só tem fortalecido os partidos de esquerda ao tentar copiar suas bandeiras históricas. Também tem empobrecido o debate político ao deixar de ocupar espaço no ambiente acadêmico e de pesquisar referências em outros países, onde o conservadorismo tem voltado a ter força. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida ao JB.


Há uma certa dificuldade hoje em encontrar movimentos políticos, partidos ou líderes que se proclamem claramente como de direita no Brasil. A direita está envergonhada?


Faz mais de 20 anos que a direita está sendo burra. Estão todos acreditando nessa coisa de roubar as bandeiras do adversário. Como o abortismo. O pessoal de direita pensa em roubar a bandeira do abortismo e vê nisso uma forma de adquirir também o apoio das pessoas que são abortistas. Mas quando faz isso, pensando em uma vantagem imediata, vai apenas reforçar a ideologia de seu oponente. Todo sujeito que se deixa moldar à idéia de seu inimigo, já está derrotado. É a vitória perfeita, Lênin já dizia que a vitória perfeita era obtida sem lutar, o adversário se entrega. Pois eles, a esquerda, conseguiram


Como isso aconteceu?


A esquerda adotou uma tática muito inteligente criada pelo Antonio Gramsci, o pensador italiano. Consiste em dominar primeiro todo o universo da cultura, das idéias, da educação, antes de conquistar o poder. Então, esse pessoal durante o regime militar já estava aplicando isso. Ocuparam as universidades, as redações de jornais. De repente, não havia mais idéias conservadoras em circulação. E se você não tem as idéias, as pessoas não tem como se definir. Elas não têm nem como se expressar. Se um político hoje vai se expressar, ele usa a linguagem da esquerda. São burros e presunçosos.


E qual é a primeira conseqüência dessa ocupação?


O poeta austríaco Hugo von Hofmannsthal dizia que nada está no ambiente político de um país que não esteja primeiro em sua literatura. Porque é do imaginário formado que você tira as idéias. Agora, você estupidificou a cultura superior e, em conseqüência, a política. Veja a que se dedica o governo brasileiro hoje: a destruir o país e a cuidar de futilidades. Ele quer doar um pedaço do território, doou um pedaço da Petrobras para a Bolívia, quer doar um pedaço de Itaipu para o Paraguai. Deixa aí duas ou três cidades à mercê do PCC, que é o mesmo que as Farc. Está entregando tudo. E ao mesmo tempo está preocupado com a perseguição aos gays. Que perseguição, meu Deus do céu?


O senhor fala que a esquerda dominou os espaços acadêmicos e da mídia. O PT diz a mesma coisa.


Quais são os autores conservadores que escrevem na imprensa brasileira? Eu cito dois: eu e o Reinaldo Azevedo. E só. A esquerda ocupa todos os espaços, manda em tudo, depois briga com ela mesma e fica fazendo choradeira de que está sendo atacada pelos direitistas. Mas o que eles chamam de direita é o que? O PSDB? Ouça o discurso do José Serra. Veja o que o Fernando Henrique fez. Ele praticamente criou o MST com o dinheiro do Estado.


O PSDB é um expoente de direita?


É o máximo de direita que se admite no país, hoje. É o PSDB, a social-democracia, que é a mais velha tradição da esquerda. A verdadeira direita sumiu do Brasil.


Não tem um líder, um expoente conservador que mereça destaque no País?


Dom Bertrand é um grande estadista. Pergunte de qualquer assunto brasileiro para ele e ele conhece tudo e nunca teve um cargo público na vida. E sem ter pretensão, ele não é nem o príncipe herdeiro, faz isso por interesse pelo Brasil. Se ele se candidatasse, eu votava nele na hora.


E no Congresso?


Não consigo pensar em ninguém.


O pouco espaço ocupado pelo conservadorismo faz do brasileiro um povo liberal?


O brasileiro é essencialmente um conservador. É um povo religioso, que acredita na família, no trabalho. Mas não é de perseguir ninguém, então passa essa imagem de liberal. Uma coisa é a crença que o brasileiro tem. Outra é o sentimento que ele nutre pelos outros seres humanos. Claro que existem malucos em qualquer lugar do mundo, você pode pensar no movimento skinhead... mas são quantos em uma população de 180 milhões de habitantes?


O brasileiro é cordial mas se identificou muito com o Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite.


O brasileiro está aterrorizado pelo crime. Cinqüenta mil homicídios por ano são duas guerras do Iraque por ano. É uma coisa brutal, as pessoas estão é conformadas até demais. O pessoal vê o filme com o capitão Nascimento dando porrada em bandido e pensa que é isso que tem de fazer. Eles querem alguém que tome uma providência.


Qual seria o programa de um governo de direita no Brasil, hoje?


Em primeiro lugar, ele teria um enfoque moral, religioso e tradicional. São valores e princípios gerais, veja bem, o governo não pode se meter a ser o grande moralista. O governo não deve educar ninguém nesse aspecto, são as entidades religiosas que devem se fortalecer e atuar. Em segundo lugar, a economia de mercado, que é a única que funciona. Não tem esse negócio de socialismo, intervenção do governo no mercado, isso não funciona. É só o governo meter a mão que a coisa vai para trás. Terceiro é educação clássica. Você tem que primeiro formar uma elite intelectual capaz de educar o restante do país. O governo vem com essa história de educar todo mundo, mas isso não funciona. Não é possível.


A educação então não deve ser para todos?


Não. Educação é um processo irradiante, que vai por círculos concêntricos. Você educa dez, que educam cem, que educam mil, que educam um milhão e vai assim.


Nem ao menos cuidar de erradicar o analfabetismo?


Isso não adianta. Você vai investir um dinheiro maluco nisso e os caras vão sair todos analfabetos funcionais. Porque se você não cria uma tradição de educação, a educação não pega. Se você não tem essa tradição, não tem o amor à cultura, ao conhecimento. A educação deve ser muito séria e começar por uma elite, que vai irradiando esse valor. Quem vai dar a educação para todos? A educação que se dá ao povo hoje não deveria ser dada a ninguém. Oferecer essa educação para meia dúzia de pessoas é um insulto. Para milhares, é um crime.


Qual o maior problema do atual governo federal?


Eu acho que o Brasil concedeu ao Lula todos os direitos. Que presidente brasileiro chega ao poder e, dois anos depois, o filho dele está milionário? Só isso aí seria suficiente para ele perder o cargo. Mesmo que não comprovasse nada, isso é falta de decoro. Presidente deve ser como a mulher de César. Não basta ser honesto, tem que parecer honesto também.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A candidatura Ciro Gomes


Fonte :O Cavaleiro do Templo



A CANDIDATURA CIRO GOMES

Fonte: NIVALDO CORDEIRO

03 de fevereiro de 2010


Recebi vários e-mails no dia em que o presidente Lula foi hospitalizado, no Recife, dando conta que a tal pressão alta diagnosticada pelos médicos, que inclusive lhe impediu de ir a Davos receber um imerecido prêmio, se deveu, entre outras coisas, a uma acalorada discussão que tivera pouco antes com Ciro Gomes, o político cearense que desembarcou em São Paulo supostamente para tirar votos de José Serra e servir desparring, na esperança inclusive de influenciar na eleição estadual. Lula queria que Ciro desistisse da sua candidatura presidencial e o cearense foi irredutível.


Não é para menos. Ao contrário do cálculo inicialmente feito pelo PT, Ciro Gomes tira mais votos de Dilma do que de José Serra. Ciro vem do Nordeste e tem seu nome nacionalmente consolidado, embora se saiba que o eleitorado paulista dificilmente lhe dará votação expressiva. Se o presidente Lula tem algum poder de transferir votos para sua candidata é no Nordeste, exatamente onde um candidato da terra, fazendo o mesmo discurso da candidata governista, terá a preferência do eleitorado. O tiro saiu pela culatra.


Ciro é um neo-coronel que aderiu ao discurso petista por puro cálculo político. Enquanto coronel o que lhe interessa é chegar o poder, seja lá como for, e lá ficar o maior tempo possível. É um homem inteligente e tem faro. Percebeu que a cria do Lula, a Dilma, não é páreo para Serra e sentiu aí a sua oportunidade. Ciro Gomes pode repetir o fenômeno Collor de Mello, um político jovem e arrojado, capaz de preencher o vácuo político nas hostes governistas. É muito provável um segundo turno entre Serra e Ciro, o que seria uma curiosidade para estudo.


Em termos políticos nacionais nada muda. Ciro é mais do mesmo, não se distingue do discurso coletivista dos outros dois candidatos e, na remota hipótese de vir a ser eleito teria que governar com a base do PT. O Brasil amanheceria o mesmo no dia seguinte a sua posse.


O jogo da sucessão agora ganhou alguma emoção, pelo inusitado. Ciro é peitudo, arrogante e ambicioso. Não vai desistir mais. Ninguém será capaz de segurá-lo. Na sua entrevista publicada na edição de hoje do Estadão foi mordaz com Lula e caustico com José Dirceu, o principal articulador da candidatura de Dilma. Pareceu-me expressar a sua posição definitiva. Ele nada tem a perder e tudo a ganhar. Por que desistiria, só para satisfazer os delírios hegemônicos do PT? Não é o estilo dele. Ele bem disse, em recado direto aos pagadores de mensalões, que política, para ele, “não é profissão”. Mais claro impossível.


O PT, como todo partido revolucionário, é ruim de criar lideranças capazes de votações majoritárias expressivas. Por isso nunca governou São Paulo. Lula é único e não tem substituto. A esperteza de trazer Ciro Gomes para São Paulo e dar-lhe enorme visibilidade foi um tiro que saiu pela culatra.

De minha parte, continuo achando que o PT terá enorme dificuldade de entregar o poder pela via eleitoral. Aguardemos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Os militares e a memória nacional


Fonte : BOOTLEAD




Os militares e a memória nacional
por Olavo de Carvalho

Como todos os meninos de escola na minha época, eu não podia cantar o Hino Nacional ou prestar um juramento à bandeira sem sentir que estava participando de uma pantomima. A gente ria às escondidas, fazia piadas, compunha paródias escabrosas. Os símbolos do patriotismo, para nós, eram o supra-sumo da babaquice, só igualado, de longe, pelos ritos da Igreja Católica, também abundantemente ridicularizados e parodiados entre a molecada, não raro com a cumplicidade dos pais. Os professores nos repreendiam em público, mas, em segredo, participavam da gozação geral.

Crescí, entrei no jornalismo e no Partido Comunista, freqüentei rodas de intelectuais. Fui parar longe da atmosfera da minha infância, mas, nesse ponto, o ambiente não mudou em nada: o desprezo, a chacota dos símbolos nacionais eram idênticos entre a gente letrada e a turminha do bairro. Na verdade, eram até piores, porque vinham reforçados pelo prestígio de atitudes cultas e esclarecidas. Graciliano Ramos, o grande Graciliano Ramos, glória do Partidão, não escrevera que o Hino era "uma estupidez"?

Mais tarde, quando conheci os EUA, levei um choque. Tudo aquilo que para nós era uma palhaçada hipócrita os americanos levavam infinitamente a sério. Eles eram sinceramente patriotas, tinham um autêntico sentimento de pertinência, de uma raiz histórica que se prolongava nos frutos do presente, e viam os símbolos nacionais não como um convencionalismo oficial, mas como uma expressão materializada desse sentimento. E não imaginem que isso tivesse algo a ver com riqueza e bem-estar social. Mesmo pobres e discriminados se sentiam profundamente americanos, orgulhosamente americanos, e, em vez de ter raiva da pátria porque ela os tratava mal, consideravam que os seus problemas eram causados apenas por maus políticos que traíam os ideais americanos.

Correspondi-me durante anos com uma moça negra de Birmingham, Alabama. Ali não era bem o lugar para uma moça negra se sentir muito à vontade, não é mesmo? Mas se vocês vissem com que afeição, com que entusiasmo ela falava do seu país! E não só do seu país: também da sua igreja, da sua Bíblia, do seu Jesus. Em nenhum momento a lembrança do racismo parecia macular em nada a imagem que ela tinha da sua pátria. A América não tinha culpa de nada. A América era grande, bela, generosa. A maldade de uns quantos não podia afetar isso em nada. Ouvi-la falar me matava de vergonha. Se alguém no Brasil dissesse essas coisas, seria exposto imediatamente ao ridículo, expelido do ambiente como um idiota-mor ou condenado como reacionário, um integralista, um fascista.

Só dois grupos humanos, neste país, falavam do Brasil no tom afetuoso e confiante com que os americanos falavam da América.

O primeiro eram os imigrantes: russos, húngaros, poloneses, judeus, alemães, romenos. Tinham escapado ao terror e à miséria de uma das duas grandes tiranias do século (alguns, das duas), e proclamavam, sem sombra de fingimento: "Este é um país abençoado!" Ouvindo-nos falar mal da nossa terra, protestavam: "Vocês são doidos. Não sabem o que têm nas mãos." Eles tinham visto coisas que nós não imaginávamos, mediam a vida humana numa outra escala, para nós aparentemente inacessível.

Falávamos de miséria, eles respondiam: "Vocês não sabem o que é miséria." Falávamos de ditadura, eles riam: "Vocês não sabem o que é ditadura." No começo isso me ofendia. "Eles acham que sabem tudo", dizia com meus botões. Foi preciso que eu estudasse muito, vivesse muito, viajasse muito, para entender que tinham razão, mais razão do que então eu poderia imaginar. A partir do momento em que entendi isso, tornei-me tão esquisito para meus conterrâneos como um estoniano ou húngaro, com sua fala embrulhada e seu inexplicável entusiasmo pelo Brasil, eram então esquisitos para mim. Digo, por exemplo, que um país onde um mendigo pode comer diariamente um frango assado por dois dólares é um país abençoado, e as pessoas querem me bater. Não imaginam o que possa ter sido sonhar com um frango na Rússia, na Alemanha, na Polônia, e alimentar-se de frangos oníricos. Elas acreditam que em Cuba os frangos dão em árvores e são propriedade pública. Aqueles velhos imigrantes tinham razão: o brasileiro está fora do mundo, tem uma medida errada da realidade.

O outro grupo onde encontrei um patriotismo autêntico foi aquele que, sem conhecê-lo, sem saber nada sobre ele exceto o que ouvia de seus inimigos, mais temi e abominei durante duas décadas: os militares.

Caí no meio deles por mero acaso, por ocasião de um serviço editorial que prestava para a Odebrecht e que me pôs temporariamente de editor de texto de um volumoso tratado O Exército na História do Brasil.

A primeira coisa que me impressionou entre os militares foi sua preocupação sincera, quase obsessiva, com os destinos do Brasil. Eles discutiam os problemas brasileiros como quem tivesse em mãos a responsabilidade pessoal de resolvê-los. Quem os ouvisse sem saber que eram militares teria a impressão de estar diante de candidatos em plena campanha eleitoral, lutando por seus programas de governo e esperando subir nas pesquisas junto com a aprovação pública de suas propostas. Quando me ocorreu que nenhum daqueles homens tinha outra expectativa ou possibilidade de ascensão social senão as promoções que automaticamente lhes viriam no quadro de carreira, no cume das quais nada mais os esperava senão a metade de um salário de jornalista médio, percebi que seu interesse pelas questões nacionais era totalmente independente da busca de qualquer vantagem pessoal.

Eles simplesmente eram patriotas, tinham o amor ao território, ao passado histórico, à identidade cultural, ao patrimônio do país, e consideravam que era do seu dever lutar por essas coisas, mesmo seguros de que nada ganhariam com isso senão antipatias e gozações. Do mesmo modo, viam os símbolos nacionais – o hino, a bandeira, as armas da República – como condensações materiais dos valores que defendiam e do sentido de vida que tinham escolhido. Eles eram, enfim, "americanos" na sua maneira de amar a pátria sem inibições.

Procurando me explicar as razões desse fenômeno, o próprio texto no qual vinha trabalhando me forneceu uma pista. O Brasil nascera como entidade histórica na Batalha dos Guararapes, expandira-se e consolidara sua unidade territorial ao sabor de campanhas militares e alcançara pela primeira vez um sentimento de unidade autoconsciente por ocasião da Guerra do Paraguai, uma onda de entusiasmo patriótico hoje dificilmente imaginável.

Ora, que é o amor à pátria, quando autêntico e não convencional, senão a recordação de uma epopéia vivida em comum? Na sociedade civil, a memória dos feitos históricos perdera-se, dissolvida sob o impacto de revoluções e golpes de Estado, das modernizações desaculturantes, das modas avassaladoras, da imigração, das revoluções psicológicas introduzidas pela mídia.

Só os militares, por força da continuidade imutável das suas instituições e do seu modo de existência, haviam conservado a memória viva da construção nacional. O que para os outros eram datas e nomes em livros didáticos de uma chatice sem par, para eles era a sua própria história, a herança de lutas, sofrimentos e vitórias compartilhadas, o terreno de onde brotava o sentido de suas vidas. O sentimento de "Brasil", que para os outros era uma excitação epidérmica somente renovada por ocasião do carnaval ou de jogos de futebol (e já houve até quem pretendesse construir sobre essa base lúdica um grotesco simulacro de identidade nacional), era para eles o alimento diário, a consciência permanentemente renovada dos elos entre passado, presente e futuro. Só os militares eram patriotas porque só os militares tinham consciência da história pátria como sua história pessoal.

Daí também outra diferença. A sociedade civil, desconjuntada e atomizada, é anormalmente vulnerável a mutações psicológicas que, induzidas do Exterior ou forçadas por grupos de ambiciosos intelectuais ativistas, apagam do dia para a noite a memória dos acontecimentos históricos e falseiam por completo a sua imagem do passado. De uma geração para outra, os registros desaparecem, o rosto dos personagens é alterado, o sentido todo do conjunto se perde para ser substituído, do dia para a noite, pela fantasia inventada que se adapte melhor aos novos padrões de verossimilhança impostos pela repetição de slogans e frases-feitas.

Toda a diferença entre o que se lê hoje na mídia sobre o regime militar e os fatos revelados no site do TERNUMA vem disso.
Até o começo da década de 80, nenhum brasileiro, por mais esquerdista que fosse, ignorava que havia uma revolução comunista em curso, que essa revolução sempre tivera respaldo estratégico e financeiro de Cuba e da URSS, que ela havia atravessado maus bocados em 1964 e tentara se rearticular mediante as guerrilhas, sendo novamente derrotada. Mesmo o mais hipócrita dos comunistas, discursando em favor da "democracia", sabia perfeitamente a nuance discretamente subentendida nessa palavra, isto é, sabia que não lutava por democracia nenhuma, mas pelo comunismo cubano e soviético, segundo as diretrizes da Conferência Tricontinental de Havana.

Passada uma geração, tudo isso se apagou. A juventude, hoje, acredita piamente que não havia revolução comunista nenhuma, que o governo João Goulart era apenas um governo normal eleito constitucionalmente, que os terroristas da década de 70 eram patriotas brasileiros lutando pela liberdade e pela democracia.

No Brasil, a multidão não tem memória própria. Sua vida é muito descontínua, cortada por súbitas mutações modernizadoras, não compensadas por nenhum daqueles fatores de continuidade que preservam a identidade histórica do meio militar. Não há cultura doméstica, tradições nacionais, símbolos de continuidade familiar. A memória coletiva está inteiramente a mercê de duas forças estranhas: a mídia e o sistema nacional de ensino. Quem dominar esses dois canais mudará o passado, falseará o presente e colocará o povo no rumo de um futuro fictício.

Por isto o site do TERNUMA é algo mais que a reconstituição de detalhes omitidos pela mídia. É uma contribuição preciosa à reconquista da verdadeira perspectiva histórica de conjunto, roubada da memória brasileira por manipuladores maquiavélicos, oportunistas levianos e tagarelas sem consciência.

Se essa contribuição vem dos militares, bem, de quem mais poderia vir?

Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos nos jornais "Diário do Comércio", "Jornal do Brasil" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém o site "Olavo de Carvalho" em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O enigma das pesquisas


Muito tem se falado nestes dias sobre as pesquisas eleitorais , e também muito se tem descoberto de suas flahas e tendenciosidade .
Trabalhei por mais de vinte e cinco anos em propaganda , e aprendi que com pesquisa se chega a qualquer lugar que se queira.
Não estou afirmando que as pesquisas são fajutas ,mas sei por experiência propria que se pode levar o pesquisado a responder aquilo que se deseja para obter um resultado pre-determinado.Como bem provou o Coronel do Coturno Noturno
Em função de pesquisas mal elaboradas , ou elaboradas de forma tendenciosa ,empresas lançam produtos que acabam naufragando no mercado , simplesmente porque a pesquisa foi encomendada por um executivo que desejava provar que estava certo .
Muitos marqueteiros vão chiar com esta afirmação,mas é verdadeira , e ao longo de minha vida profissional pude comprovar o que afirmo inúmeras vezes .
No campo científico é a mesma coisa pode-se provar que tudo dá cancêr , ou que a respiração dos gafanhotos aumenta o aquecimento ambiental .
Claro que existem pesquisas sérias em todos os campos ,e são maioria ,mas existem empresas que fazem suas pesquisas de acordo com exigências e determinações do cliente , para que este prove aquilo que deseja mostrar ao mundo .
As pesquisas eleitorais são as mais vulneráveis à manipulação , pois seus resultados implicam em eleiçaõ de pessoas interessadas em poder e dinheiro ,muito dinheiro .
Está enxurrada de pesquisas do momento é somente uma arma de marketing político que está totalmente voltada para a afirmaçao das verdades de um grupo político interessado em se eternizar no poder .
Para isso este grupo lançará mão de qualquer arma ,seja ética ou não .
No meu entender é praticamente impossivel se acreditar em qualquer uma das pesquisas ora apresentadas pois todas estão sob suspeita .Sabe-se que estas pesquisas podem convencer eleitores desavisados e mudar suas convicções na hora de votar ,o que poderá alterar o proprio destino da nação.
Na cultura futebolística diz-se que " treino é treino e jogo é jogo", uma verdade inquestionável,pois na hora do jogo quem não estiver preparado vai jogar mal .
Ná política porém essa regra não vale , exatamente porque a pesquisa entra em campo e distorce a realidade para favorecer quem paga mais .
Estamos diante de mais um dos famosos "escandalos brasileiros ".
O que fazer ?
É simples .
Não acredite em nada do que mostrarem as pesquisas ,vote no candidato que você achar certo ,baseado em suas proprias convicções .
E vamos ver no que dá.

domingo, 31 de janeiro de 2010

A razão afinal ,venceu


Fonte INSTITUTO MILLENIUM



31/01/2010
A razão, afinal, venceu
J.R. Guzzo

O ano de 2010 começa com um fato notável - o salário mínimo está em 510 reais por mês, o maior valor que já teve em sua história, e isso vem acontecer justo no momento em que uma das fitas métricas mais utilizadas no país para medir a inflação, o IGP-M, chega ao ponto mais baixo que já registrou em seus 20 anos de existência. Que história é essa - quer dizer que o salário mínimo sobe e a inflação desce? Sim, é precisamente o que está acontecendo. Mais: é o que está acontecendo já há 12 anos, desde 1998, quando os reajustes anuais do mínimo passaram a ser maiores que os índices da inflação e deram início a uma sequência de aumentos reais que não foi interrompida até hoje. O assunto, ultimamente, não tem dado motivo para muito festejo. Nem mesmo o governo parece aproveitar essa oportunidade para falar bem de si próprio - talvez por já estar convencido de que daqui a pouco vai passar os 100% de popularidade nas pesquisas, talvez porque a obra tenha começado na gestão anterior, ou por outra razão qualquer.

O tratamento relativamente discreto que se dá ao tema, porém, não muda em nada uma realidade fundamental: o aumento cada vez maior do valor efetivo do salário mínimo é um dos avanços mais animadores entre todos os que a economia brasileira tem para apresentar nos últimos anos. Não apenas porque significa aumento real de renda num país em que a população precisa, dramaticamente, ganhar mais. Trata-se, também, de uma formidável vitória da razão sobre o erro em estado puro - um desses casos clássicos em que poucas vezes tanta gente de responsabilidade acreditou tanto, e durante tanto tempo, numa ideia tão equivocada. Essa ideia sustentava, com a certeza que se reserva para as grandes questões de fé religiosa, que não era possível aumentar o mínimo sem provocar o colapso da administração pública e a disparada final da inflação.

O Brasil, como se sabe, é um dos países do mundo onde há as maiores dificuldades para se tomar alguma decisão com base na observação dos fatos; na maior parte do tempo, existe uma clara preferência para decidir com base em teorias, impressões ou desejos. Foi o que sempre aconteceu no caso do salário mínimo. Era uma situação realmente curiosa. O Brasil tinha um salário mínimo infame, mas ele não podia aumentar, porque era baixo demais; qualquer correção, para valer alguma coisa, tinha de ser muito grande e isso iria impor um custo insuportável à economia. Pior ainda, o aumento provocaria mais inflação; em suma, seria “o colapso”. Agia-se, então, como se estivesse acontecendo justamente o contrário - como se o grande problema do país fosse o valor excessivo dos salários. Eles precisariam ser limitados com severidade, para as pessoas não ficarem na perigosa situação de ganhar demais, o que provocaria todo tipo de consequências indesejáveis.

O que não parecia ocorrer a ninguém que estivesse em posição de autoridade é que o problema real era a inflação, e não o salário. Sim, por via dos “repasses” automáticos (e até prévios) aos preços, a inflação subia na hora e rapidamente engolia o aumento do salário. Mas, nesse caso, a única saída lógica era eliminar a inflação. Foram necessários anos e mais anos até cair essa ficha. Quando ela enfim caiu, com a adoção do Plano Real em 1994, as realidades começaram a mudar. O PT achava tudo isso um absurdo. Combater a inflação, em seu evangelho, era um truque da “direita” elitista; servia, também, como “estelionato eleitoral”. Só no final de 2002, quando viu a si próprio na porta de entrada do governo, descobriu que inflação controlada é uma virtude - e, felizmente, manteve-se até hoje nessa posição.

Os aumentos reais da remuneração do trabalho não resolveram o problema de renda no Brasil. Um salário mínimo de 510 reais ainda é pequeno; está por volta dos 300 dólares, o equivalente a um sexto, apenas, do mínimo legal vigente nas principais economias da Europa. Mas o problema, enfim, está sendo resolvido. Já é um feito a comemorar.

Fonte: Revista Exame, 31 de janeiro

sábado, 30 de janeiro de 2010

OPINIÃO DA LEITORA

Guerreira Yara Brasil disse...

COMISSÃO DA VERDADE
Nenhum brasileiro sério é contra a VERDADE. Todo brasileiro sério é contra a mentira e a canalhice. O que estamos vendo no Brasil é a implantação da mentira como VERDADE. Este é o método empregado no comunismo em todo mundo.São cínicos e capazes de tudo. “O fim justifica os meios”. Ficaram calados quando a Polônia foi esmagada, quando o exército Russo invadiu Praga e Budapeste. Não dizem quando Ulisses Guimarães ficou contra Brizola e Miguel Arraes na lei da Anistia. Foi João Figueiredo que os defendeu, dizendo que todos eram brasileiros. Não falam quando roubaram um pobre comerciante do interior e jogaram numa ladeira da serra da Ibiapaba. Vamos à VERDADE. A VERDADEIRA. Vamos dizer quem matou, torturou, roubou mala com dinheiro, quem seqüestrou, quem assaltou banco, quem assassinou, quem assaltou trem pagador e carro pagador. A sociedade precisa saber quem fez curso de guerrilha, de onde vieram as armas, onde colocaram o dinheiro roubado. A sociedade brasileira precisa saber quem estava na guerrilha e hoje no Poder? Quem fez parte do mensalão e de outros dinheiros - na cueca, na mala, no exterior? Quanto o governo brasileiro pagou às famílias que tiveram seus entes queridos mortos pelos comunistas brasileiros? Quem hoje assaltam os cofres públicos em mais de 2 bilhões de reais, que, segundo se noticia, chegarão a 4 bilhões e o que fizeram para merecer?. A sociedade brasileira quer saber quem traiu quem e se as famílias dos que foram justiçados, (assassinados por eles mesmos) na palavra deles, foram indenizados e se eles tinham o PODER LEGAL DE MATAR? Respondam! Não venham com mentira que ninguém acredita mais. Se assassinaram, assumam a responsabilidade. Presidente da República não pode ser um mentiroso e tem que assumir a RESPONSABILIDADE DE SEUS ATOS.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Governo recua na questão do aborto .

Fonte : BLOG DO REINALDO AZEVEDO




GOVERNO VAI RECUAR TAMBÉM NA QUESTÃO DO ABORTO. OU: VANNUCHI, UM PTERODÁCTILO PASSEIA NA CAMPUS PARTY
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 | 18:18

Paulo Vannuchi, ex-militante de uma organização assassina e terrorista chamada ALN (Ação libertadora Nacional), é secretário de Direitos Humanos, como vocês sabem. Hoje, ele foi à tal Campus Party, esses gracejos modernosos que servem para demonstrar que até um pterodáctilo ideológico como Vannuchi pode se passar por homem contemporâneo… Mas vamos ao que tem importância.

O valente anunciou que a defesa da legalização do aborto, contida naquele suposto Programa Nacional de Direitos Humanos, vai ser revista. Disse ter sido um erro a incoporação da proposta ao texto: “Vamos levar a discussão à CNBB e ao Congresso para corrigirmos esse item”. É mesmo??? Vannuchi não está convicto de que matar fetos há de ser um direito que assiste os humanos? Que senhor confuso!!!

Ele participou de um debate chamado “Direitos Humanos e Sociedade em Rede”. E fez o que este governo mais gosta de fazer: atacar a imprensa. Referindo-se ao tal programa, choramingou: “Os jornalistas ainda não pararam com o linchamento político, que sobreviveu e vencerá o debate. As comparações com o plano de FHC são ridículas.”

Epa!!! Eu disse que as comparações eram ridículas. Mas elas foram feitas justamente por jornalistas alinhados com o PT. Para Vannuchi, a Comissão da Verdade vai “jogar luzes sobre o período ditatorial”. Boa! Eu estou doido para perguntar a Vannuchi quais itens do manual de terrorismo de Carlos Marighella, seu chefe, ele seguiu: matou soldados? Atacou hospitais? Depredou obras de infra-estrutura? Levou pânico às cidades? Quero luzes na atuação de Vannuchi. Quero saber qual era o seu papel naquela organização humanitária chamada ALN.

Quanto à questão do direito à propriedade no caso de invasões de terra, ele afirmou que a proposta busca impedir conflitos que resultem em morte, “como a de Chico Mendes”. A ignorância de quem ouve isso é doce, e a má-fé de quem fala é azeda, como sempre. A morte de Chico Mendes nada tem a ver com a moderna indústria de invasões de terra. E um programa de direitos humanos há de impedir a morte de invasores e invadidos, não? E de impedir o banditismo que destrói laboratórios, plantações e infra-estrutura das propriedades rurais. E isso se faz com a aplicação da Constituição e das leis, que não podem ser cassadas por um suposto Programa de Direitos Humanos.

De todo modo, vão contando aí:
- Vannuchi e Dilma já foram derrotados na questão militar;
- Vannuhci e Dilma já foram derrotados na questão do aborto;
- falta agora derrotá-los nas questões relativas ao fim da propriedade privada e da censura à imprensa, que resistem no tal programa.

E cada uma dessas derrotas significa a vitória da democracia. É isto: sempre que Vannuchi e Dilma perdem, o Brasil ganha.

Verdades e mentiras sobre o Golpe de 1964

Fonte BLOG JULIO SEVERO


Verdades e mentiras sobre o Golpe de 1964, a Ditadura Militar e a postura dos evangélicos à época
Verdades e mentiras sobre o Golpe de 1964, a Ditadura Militar e a postura dos evangélicos à época
Pr. Silas Daniel
Em 2009, o Golpe de 1964 completou 45 anos. Como era de se esperar, várias manifestações na mídia impressa, televisiva e virtual marcaram a data. Nem todas, porém, justas. Alguns equívocos muito comuns foram repetidos. Por exemplo, as afirmações de que o Golpe de 1964 veio para instaurar uma ditadura no Brasil (quando, na verdade, a Ditadura Militar foi um desvio da proposta do movimento de 1964 e que só ocorreu um ano depois da deposição de Jango); que a deposição de Jango foi “uma tremenda injustiça”; e que os Estados Unidos idealizaram e patrocinaram o Golpe. Essas distorções só prosperam hoje porque, infelizmente, já faz alguns anos que uma educação com viés de esquerda prevalece nas escolas desse país, distorcendo os fatos e reescrevendo a História.
[Este artigo trata das] versões falsas sobre aquela época de nossa história, distorções estas que, inclusive, têm levado muitos crentes a fazerem julgamentos equivocados sobre o comportamento que a igreja evangélica brasileira teve em relação à deposição de Jango e à Ditadura Militar.
Sim, os evangélicos foram condescendentes com o movimento de 1964, mas, para entender essa atitude, é preciso saber o que o governo Jango estava fazendo à época para provocar essa reação radical da sociedade brasileira, e pelo que lutou realmente esse movimento de deposição, para, então, finalmente, entendermos porque não apenas os evangélicos, mas todos os setores da sociedade civil brasileira e a maioria da população, apoiaram a deposição de Jango. Não, não concordo com golpes de Estado, mas, ao conhecer a conjuntura do movimento de 1964, dá para entender as razões pelas quais a igreja não viu aquele movimento como um mal.
Sim, os evangélicos também foram condescendentes com a Ditadura Militar que veio depois (embora, neste caso, relativamente), assim como a maioria esmagadora da população daquela época apoiou o regime (especialmente no período de 1964 a 1982). Mesmo preferindo obviamente a democracia à ditadura, os evangélicos agiram assim porque sabiam que seu papel, como Igreja, não era partir para o confronto com os militares em prol da democracia, assim como a Igreja Primitiva não se engajou em nenhuma luta pela derrubada do Império Romano, nem mesmo quando Roma passou a perseguir os cristãos a partir do final dos anos 60 da Era Cristã. Os evangélicos sempre foram ordeiros e, como povo ordeiro, não poderiam coadunar com badernas, guerrilha, desordem e movimentos que tentavam derrubar o regime pela força. E em sua esmagadora maioria, não compactuavam com as teologias esposadas pelos que se opunham ao regime em nome da “fé cristã” (refiro-me à Teologia da Esperança e à Teologia da Libertação, que levaram seus adeptos a confundirem socialismo com fé cristã e a muitos deles entrarem para a guerrilha).
A igreja evangélica também estava ciente do que fizeram os comunistas na China, Cuba, URSS e Coréia do Norte (matando, inclusive, milhões de cristãos), o que a levava a valorizar o importante combate que os militares realizavam contra os grupos terroristas que lutavam para implantar o comunismo em nosso país. Por sua vez, o regime militar ainda garantia a liberdade religiosa e honrava as igrejas cristãs de forma geral, que gozavam do respeito e apreço dos militares. Finalmente, os evangélicos da época, como a maior parte do povo, reconheciam o fato de que os principais culpados pelo abortamento do retorno programado - pelos militares - às eleições diretas (falo disso no segundo artigo), bem como pelo endurecimento e excessos dos militares durante o regime, foram os terroristas de esquerda, que promoveram destruição e caos, mataram mais de 130 pessoas, seqüestraram, e assaltaram bancos, casas e carros. Os militares apenas reagiram a eles, embora tenham se excedido nesse processo, cometendo crimes. Hoje, omite-se deliberadamente que os terroristas já haviam matado dezenas de pessoas de 1964 até dezembro de 1968 antes de o regime instaurar o AI-5, começando a repressão e dando meia volta volver no processo de retorno à democracia plena.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pac do Haiti


Fonte : BOOTLEAD


Governo Lula ameaça vítimas do terremoto com um PAC do Haiti
por Augusto Nunes

As cenas de ciumeira explícita protagonizadas pelo governo brasileiro depois do desembarque dos americanos no Haiti foram sobretudo mesquinhas. Enquanto uma nação ferida de morte implorava por alimentos e socorros que tardavam a chegar, o Itamaraty implorava pelo comando de um sistema de distribuição inexistente.

As cenas de exibicionismo explícito protagonizadas pelo general Floriano Peixoto diante do palácio presidencial em Porto Príncipe foram especialmente constrangedoras. “É uma forma de marcar posição, é muito importante que haja a percepção do trabalho do Brasil”, discursou o comandante-geral da Minustah no Haiti, suando a farda na operação de entrega de cestas básicas a flagelados já atendidos pelos ianques do outro lado do muro.

“Lamentavelmente, a imprensa tem dado pouco importância à participação brasileira na ajuda humanitária”, queixou-se o general. Queixou-se do general a canadense Kim Bolduc, coordenadora de assistência humanitária da Minustah: “Tem muita duplicação. Não sabemos a ração que estão entregando é suficiente, nem em quanto tempo será consumida”. Até a ofensiva de Floriano Peixoto, os oficiais em missão no Haiti mantiveram-se fora do assédio ao Conselho de Segurança da ONU. Palanque não é coisa para militares da ativa.

Nesta quinta-feira, o ministro Celso Amorim reincidiu na fantasia: o Haiti deve ser reconstruído por um Plano Lula, semelhante ao Plano Marshall do pós-guerra, executado sob a liderança do Brasil. Somadas às geradas pela competição impossível com os americanos, as cenas de sabujice explícita estreladas pelo chanceler ultrapassaram todos os limites do ridículo ─ e reduziram o Brasil a protagonista de um espetáculo indecoroso.

A alma subalterna de Amorim, que se refere ao chefe como “Nosso Guia”, revogou há muito tempo o sentimento da vergonha. Pior para ele. O país não merece virar motivo de chacota em todos os idiomas. É o que ocorrerá se prosseguir a chanchada concebida para equiparar o Brasil aos Estados Unidos e infiltrar um governante desoladoramente jeca na galeria dos estadistas que reconstruíram o mundo em escombros do pós-guerra.

Promover a potência emergente um país ainda afundado no atraso é uma esperteza eleitoreira quase inofensiva se confinada em comícios. Acreditar na fantasia e tentar vendê-la ao mundo é coisa de napoleão de hospício. Se o governo acha que falta serviço, que cuide das secas, das enchentes ou dos morros conflagrados que sobram por aqui.

Se for pouco, pode tratar de outros ítems da pauta gigantesca ─ os 12 milhões de analfabetos, o sistema de saúde falimentar, a malha rodoviária em decomposição ou a multidão de excluídos da rede de saneamento básico. Se ainda assim sobrar tempo, que trate de construir efetivamente o país fictício que estaciona nas inaugurações de araque programadas para fazer de conta que o PAC existe.

Em homenagem a Zilda Arns, que doou discretamente a própria vida, é preciso acabar com a quermesse armada pelos gigolôs da tragédia. Em respeito à imensidão de mortos, entre os quais 21 bravos brasileiros, convém enterrar sem demora nem honras o Plano Lula. Um PAC do Haiti seria pior que terremoto.

Augusto Nunes da Silva é jornalista, nascido em Taquaritinga, interior de S. Paulo, foi redator-chefe da revista Veja, diretor de redação das revistas Época e Forbes, dos jornais O Estado de S. Paulo, Gazeta Mercantil e Zero Hora, além de diretor-executivo do Jornal do Brasil. Foi também apresentador do programa Roda Vida da TV Cultura e do programa "Verso & Reverso" da TVJB. Augusto Nunes escreveu diversos livros, entre os quais: "Minha Razão de Viver - Memórias de um Repórter" (livro de memórias de Samuel Wainer), "Tancredo" (biografia de Tancredo Neves), "O Reformador: um Perfil do Deputado Luís Eduardo Magalhães" e "A Esperança Estilhaçada", sobre a atual crise política, entre outros. É um dos personagens do livro "Eles Mudaram a Imprensa", da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que selecionou os seis jornalistas mais inovadores dos últimos 30 anos, além de ter ganho por quatro vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Atualmente, Nunes escreve uma coluna na edição eletrônica da Revista "VEJA".




Publicado na seção Direto ao Ponto da "Coluna do Augusto Nunes".
Terça-feira, 26 de janeiro de 2010.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Vagabundo sacramentado


Noço Líder, o Ogro-de-Nove-Dedos deve estar com crise etilica brava .
Suas declarações sobre as enchentes , quando afirmou que não ia trabalhar ,e ficava feliz pois não queria mesmo pegar no batente ,mostra claramente seu caráter torpe
Sua má vontade com relação ao trabalho vem de priscas eras ,denotando uma tendência irrefreavel à vagabundagem ,coisa que exerce até hoje .
Até acho estranho êle falar sobre um antigo emprego ,pois eu pensava que nunca teria conseguido um.
Aos poucos , embalado por vapôres etílicos Lula vai mostrando porque é o presidente querido da maioria da população brasileira .
Fala exatamente o que o povo gosta de ouvir .
Nosso povo indolente gosta mesmo é de feriado ,cerveja, carnaval ,futebol,novela das oito,revista Caras ,e tudo o mais que signifique futilidade .
Esta declaração de Luis Inácio ajuda a estimular os anseios de vadiagem desta população ,que em sua maioria só trabalha porque não tem outra solução para sua sobrevivência .
Li um dia destes sobre uma cidade interiorana na qual se instalou uma indústria que não conseguiu contratar funcionários locais .As pessoas alegavam que se arrumassem emprego deixariam de receber o "bolsa família " ,e isto era duplamente ruim ,porque teriam de trabalhar e perderiam a mordomia de ganhar para ficar em casa.
É assustador saber que uma pessoa em sâ consciência recusa um emprego ,porque sabe que o governo a prefere parada em casa para ser usada como massa de manobra e curral eleitoral .
O sucesso absoluto das loterias federais e estaduais se deve a essa característica do brasileiro .
O sonho da maioria é ganhar na loteria par nunca mais trabalhar .Sempre que existem premios acumulados e as pessoas são entrevistadas nas lotéricas a resposta é sempre essa, nunca mais trabalhar .
Luis Inácio,conhece profundamente o perfil de seus eleitores e oferece a êles o paraiso na terra através de seus mirabolantes planos assistencialistas , que nunca saem do papel mas sempre rendem votos .
Na hora em que o povo reclama , êle simplesmentre poe a culpa na oposição, nos americanos ,nas elites , nos brancos de olhos azuis e outros .E o povinho ignorante engole a desculpa , e junto com esta engole também a nova proposta de esperança .
E fica tudo como estava , o povo sem nada e Lula com seus votos .
É fácil e funciona muito bem .
Continuaremos assim a ser eternamente o país do futuro , pois este futuro nunca chegará .
Nosso problema não é só Lula ,mas aquilo de podre que representa : a sórdida herança cultural da preguiça , da cordialidade , do jeitinho brasileiro, da negatividade , e do conformismo absoluto .
Enquanto não mudarmos isso ,continuaremos a ver bebados vagabundos ocupando o lugar de gente honesta e trabalhadora .
E teremos de ouvir esses vagabundos falando asneiras e entregando nosso país e nosso futuro a ideologias nefastas .
Quem discordar disso que reclame , o blog está aberto a qualquer tipo de comentário .